Entrevista: Marcelo Trevisani da TECNISA fala sobre a importância das Startups para empresas

Batemos um papo com Marcelo Trevisani que é especialista em e-business atua também nas Redes Sociais e está na TECNISA desde Janeiro de 2012.

A TECNISA é uma das patrocinadoras do SP Beta e Marcelo estará presente no Time is money lounge para conversar com os empreendedores presentes no evento.

Marcelo conta abaixo sobre a importância de empresas terem contato com startups e o que a TECNISA está fazendo para incentivar este mercado que não para de crescer.

Qual a importância das empresas se aproximarem de Startups?

Startups são empresas novas e naturalmente com vontade de crescer. A importância para uma empresa estar em contato com as startups é ouvir ideias novas, arejar a mente, e a maioria das vezes, se beneficiar deste relacionamento, além de poder impulsionar o crescimento da empresa implementando essas novas ideias, que podem ser: processos, produtos e serviços. A inovação é muito importante para qualquer empresa, principalmente hoje em dia, mas não é fácil inovar sempre.

A inovação na TECNISA faz parte de uma estratégia consistente e bem definida de negócios e está presente na cultura e essência da empresa. Estamos sempre em “Beta”, nunca em versão definitiva: esse é o motor que impulsiona a TECNISA desde 2000, ano em que passou a incorporar de forma estratégica e definitiva a filosofia de inovação.

A TECNISA possui um sistema de gestão de inovação com startups, fale sobre o FAST DATING TECNISA.

A idéia do evento aconteceu pela grande quantidade de empresas que entram em contato com a TECNISA, definimos um dia específico para esses encontros e otimizamos o tempo da apresentação em 20 minutos, dependendo do produto ou serviço oferecido, outros departamentos da TECNISA, como P&D, Engenharia, Marketing, participam. Se a ideia for interessante e se estiver em sinergia estratégica para a TECNISA, uma nova reunião é agendada, desta vez, sem limite de tempo.

A primeira sessão de Fast Dating foi em agosto/2011 e desde então, foram realizados 10 encontros. Começamos com uma sessão a cada 30 dias, mas passamos neste último mês, para cada 15 dias.

Até o momento 210 empresas cadastradas, 10 encontros, 75 empresas atendidas, 18 empresas tiveram um segundo encontro e tivemos 10 negócios fechados.

Além do FastDating quais são os trabalhos já feitos pela TECNISA, referente a Crowdsourcing e Open Innovation?

A empresa possui uma estratégia de inovação bastante diversificada. Além do Fast Dating, que é uma plataforma de open innovation  para fornecedores, temos o portal TECNISA Ideias, um canal próprio para recebermos novas colaborações de pessoas que queiram contribuir com a marca. Esse portal de ideiais, tem começo, não tem meio e fim: é um fonte inesgotável de inovação colaborativa. O Tecnisa Ideias possui quase 2 anos e já são mais de 2200 pessoas que participaram, 1927 ideias, 35 aprovadas.

Não é mais possível pensar seriamente em inovação nos dias de hoje sem falar de redes de relacionamento, colaboração e confiança mútua, pessoas x marcas.  A vantagem competitiva está cada vez mais relacionada ao capital social. As redes de inovação permitem adquirir e alavancar capacidades tecnológicas em muito menos tempo, além do compartilhamento de custos e riscos associados.

Além desses canais para o pública externo, a TECNISA conta com uma área focada em Pesquisa e Desenvolvimento e Comitês Internos para discutir inovações. E em 2010 fizemos também parcerias com dois innovation brokers: o Batle of Concepts e o Zoppa. Recorremos, em alguns momentos, à Consultorias externas.

O que a TECNISA espera apoiando o SP Beta?

Esperamos estreitar nosso relacionamento com empresas inovadoras. A ideia é conhecer os projetos e saber se alguma empresa possui um projeto ou ideia inovadora para o nosso segmento.

Como a TECNISA se prepara para continuar inovando no mercado imobiliário e quais situações que a empresa apostou que não deu o resultado esperado?

TECNISA está de olhos bem abertos em tudo o que acontece, todos os profissionais estão atentos a qualquer assunto relevante e que esteja atrelado a nossa estratégia, seja ela Marketing, e-Business e Engenharia. Dessa forma, estudamos cada caso e aplicamos em nosso negócio.

Não temos medo de errar, pois se tivéssemos não teríamos acertado tantas vezes. O processo de inovação é constante e arriscado também. Entramos no Second Life e saímos por não ter dado certo.

Acreditamos no F-commerce e fizemos uma página para cada empreendimento no Facebook e ainda estamos trabalhando para melhorar estas páginas e abastecê-las com conteúdo relevante. Mas percebemos que as expectativas com relação ao e-commerce dentro do Facebook não está se confirmando como esperávamos, apesar de ser útil,  podendo segmentar a comunicação para cada empreendimento e realizar o atendimento exclusivo para cada cliente.

O Marcelo ainda deu uma dica do vídeo (abaixo) da palestra do Marcelo Sales da 21212 que todo empreendedor deveria assistir, vale muito a pena.

Entrevista com Doreen Bloch, autora do livro: The Coolest Startups in America

Hoje, temos o prazer de trazer uma indicação de leitura. O livro: The coolest startups in America.

Doreem Bloch cita no livro mais de 72 startups de diversos setores da economia e com os mais variados modelos de negócios, como por exemplo a brasileira Everwrite (produção de conteúdo on demand).

Outras startups de destaque são a: Square (que transforma celulares em máquinas de cartão de crédito), Better Place (empresa para dar infraestrutura para veículos elétricos), ZocDoc (que ajuda a agendar consultas médicas) e a Vostu (empresa de jogos online)

Leitura imprescindível!

Para você ir conhecendo um pouco do livro e da autora leia a entrevista e deixe aqui sua opinão:

1. De onde veio a ideia do livro “As Startups mais legais da América”?

Doreen: Eu tenho um profundo conhecimento em empreendedorismo, tecnologia e negócios durante minha carreira e me inspirei para escrever o livro através dos meus amigos que trabalham com negócios tradicionais – como Consultoria e Contabilidade – que sempre me perguntam sobre startups interessantes e informações sobre elas.

Fiz algumas pesquisas e descobri que não havia um livro de destaque nas livrarias sobre startups para profissionais ou pessoas novas no mundo da tecnologia, então eu decidi escrevê-lo.

2. Na sua opnião, o que é uma startup?

Doreen: Uma startup é qualquer negócio novo. As startups que estou mais interessada são aquelas com missões e visões ambiciosas. Principalmente as que propõem resolver problemas reais de uma maneira única e que consigam se adaptar a grandes mercados.

3. Você citou algumas startups brasileiras em seu livro, como Everwrite e a Likestore. Qual a principal diferença das startups americanas para as brasileiras?

Doreen: No primeira edição do livro, foquei em startups americanas, mas eu sigo startups do mundo inteiro, incluindo as brasileiras. Eu espero em breve poder escrever mais edições com startups de outros lugares do mundo.

As diferenças entre as startups americanas para as brasileiras é que o governo americano é muito mais receptivo. A estrutura jurídica , os valores sociais e o suporte dado pelo governo para empresas que estejam criando novos negócios são os diferenciais, pois são os desafios encontrados pela maioria das startups.

As startups americanas se beneficiam pela quantidade de usuários que se interessam por experimentar tecnologias novas (os chamados early adopters) e pelos recursos disponíveis para os negócios.

Dito isto, defendo que a inovação pode acontecer em qualquer lugar e eu encorajo os empreendedores a nunca se deixarem influenciar por barreiras geográficas.

Recursos e acesso a pessoas que podem orientar empreendedores  consegue-se facilmente online e o Brasil está crescendo absurdamente, inclusive sua economia. Estes fatores tornam o Brasil um excelente lugar para se começar um novo negócio.

4. Em relação ao mercado de investimento de risco nas startups, você acha que os investidores brasileiros estão no mesmo nível dos investidores americanos ou os brasileiros ainda tem muito o que melhorar neste ramo?

Doreen: O ecossistema das startups no Brasil está em crescimento, e o envolvimento com os investidores está crescendo, consequentemente. Eu tenho observado uma tendência interessante no aspecto de investimento em startups no Brasil.

Primeiro, temos um crescimento no número de empresas internacionais de capital de risco interessadas no Brasil.

Um exemplo para citar, foi a parceria realizada entre a Redpoint e a BV Capital no mês passado.

Segundo, o número de incubadoras de startups também está crescendo no Brasil. Isto é importante porque o investimento no estágio inicial do processo acelera muito a inovação.

5. No processo de criação de uma startup, qual é o estágio que o empreendedor brasileiro deve se preocupar?

Doreen: Meu conselho para os brasileirs é o mesmo que dou para qualquer empreendedor. Tenha foco na execução. Existem muitas coisas no começo de um negócio que podem tirar sua atenção, como o contato com a imprensa, arrecadão de fundos, networking e muito mais.

Estes itens são importantes, mas no final do seu dia, você deve se assegurar que a maior parte do seu tempo você investiu em levar seu negócio para frente e não apenas ficar falando como fará seu negócio ir para frente.

6. O mercado de startups está crescento muito. Quanto tempo este foco nas startups vai durar?

Doreen: Eu acredito que a atenção e interesse sobre as startups vai continuar. Nunca foi tão fácil e barato ter um negócio e existem muitas tendências em tecnologia hoje que as startups podem impulsionar. A fascinação e o crescimento pelas startups está ai e veio para ficar!

7. E as mulheres? Qual o papel delas num universo que é dominado pelos homens?

Doreen: Eu lançarei uma startup este ano ainda chamada Poshly. Estou muito animada com o crescimento de recursos para mulheres no mundo das startups.

Existem muitas mulheres empreendedoras bem sucedidas: Caterina Fake, Diane Greene, Arianna Huffington e muitas outras e fico muito feliz vendo este cenário.

No geral, eu acho que deveria ter mais programas de incentivo para as mulheres atuarem e se aproximarem da tecnologia, ciência e negócios.

É ótimo que tenham artigos sobre mulheres 2.0 e garotas que lidem bem com a tecnologia e são bem sucedidas nos negócios. Muitas mulheres estão abrindo startups então prepare-se para esta relação ficar mais equilibrada.

8. O que é preciso para receber investimento numa startup?

Doreen: Primeiro, os investidores procuram por um grande mercado. Pergunte-se: Seu negócio pode crescer? Será que seu negócio será útil para muitas pessoas? Em segundo os investidores olharão para a sua equipe e se são capazes de executar bem o negócio. Pergunte-se: A sua equipe tem a experiência na indústria que você pretende atuar? Eles demonstram capacidade para cumprir as metas? Estes dois aspectos são fundamentais para os investidores, além é claro de outros fatores.

9.Qual será seu próximo desafio, outro livro ou sua própria startup?

Doreen: Meu foco para 2012 é minha própria startup, a Poshly Inc. ser um sucesso. Eu aprendi muito escrevento o livro As startups mais legais da américa, especialmente entrevistando dezenas dos melhores CEO’s da américa em meu livro.

Eu também espero publicar o o volume 2 do livro para mostrar cases de sucesso para leitores do mundo inteiro.

Obrigado pela entrevista Doreen :-)

Eventos para ir ao menos uma vez na vida

Montar um negócio não é fácil e estar conectado às pessoas certas é mais difícil ainda. Uma das formas mais comuns de se fazer networking é frequentando eventos. Foi pensando nisso que decidimos fazer este post, afinal, há eventos internacionais muito importantes e que todo empreendedor ou profissional de Internet deveria ir ao menos uma mês na vida.

Aproveitamos o tema para conversar com o Pedro Sorrentino (Co-founder do Resolva.me, Business Developer na Sendgrid e um dos produtores do SP Beta), afinal ele já participou de alguns eventos que citaremos mais a frente. Vale a pena tomar nota de algumas dicas que ele dá e que inclusive estão no Manual de Networking que produzimos.

Citamos abaixo, três deles que entendemos ser os principais:

Internet Week New York
Acontece em Nova York desde 2008. Eles proporcionam uma grande celebração do mundo da Internet com grandes nomes da área e curtem o conceito de crowdsourcing. Acreditam que a força do coletivo pode mudar a sua ideia. O evento é aberto a todos, portanto, não perca tempo e corra, porque a edição 2012 acontece em maio.

SXSW  
A sigla se refere ao South by South West Music Conference and Festival, evento realizado em Austin no Texas e dura nove dias. O objetivo do evento é ser uma ferramenta para pessoas criativas e para as empresas que elas trabalham a fim de desenvolverem suas carreiras, afinal, lá são compartilhadas diversas idéias.

Tech Crunch Disrupt
Você já ouviu falar do Tech Crunch, famoso blog sobre startups e tecnologia? Pois bem, o Tech Crunch Disrupt faz parte do grupo e é um dos eventos mais agitados e importantes sobre startups que existem. Ficou curioso? Aproveita que ainda dá tempo. A edição 2012 acontecerá no mês de maio em NY.

E aí, ficou com vontade? Então inscreva-se e não deixe de acompanhar as valiosas dicas do Pedro Sorrentino.

- Esteja nestes eventos, pois neles você viverá o que há de mais atual no mercado, além disso, terá a oportunidade de em poucos dias se conectar com muitas pessoas estratégicas. Ao invés de guardar dinheiro para uma pós-graduação, prefira viajar o mundo indo a eventos do seu mercado. Realmente faz uma diferença.

- Se você for aos eventos, não deixe de ter muita energia. Faça uma apresentação de quem você é e do que faz em inglês (menos de 30 segundos) e dê aquela bela ensaiada. Tenha coragem e muita cara de pau. Ah! Não esqueça o cartão de visitas.

- Vá com uma agenda programada e procure se conectar com as pessoas que quer conhecer antes de chegar ao evento. Há ferramentas sociais para descobrir quem vai estar e onde. Abuse delas. Importante também é não lotar a agenda e deixar um espaço para o inesperado.

- Nas conversas, evite falar apenas você ou monopolizar as pessoas na hora.

- Frequente eventos e lugares fora da sua indústria. Este é um dos diferenciais competitivos que você pode ter e essa troca é fundamental.

Por fim…

“Acho que é importante mesmo as pessoas entenderem que todos e informações estão muito mais acessíveis hoje do que há alguns anos. Tire férias e vá para um evento tem a ver com a sua carreira (caso a sua empresa não possa pagar a sua viagem). Isso vale muito a pena mesmo. Procure não ficar apenas nas palestras e tente conhecer e conversar com o maior número de pessoas. Vá preparado para dormir pouco e ralar muito. Lembre-se todos nós podemos pegar um avião e simplesmente ir ou nos programar financeiramente para tanto. Faça isso por você!” Pedro Sorrentino

Quando uma startup precisa de um advogado?


Muitos empreendedores quando começam seus negócios, não imaginam quantos detalhes existem em documentações, contratos, como fazer uma empresa sair do papel e não ter problemas judiciais futuros.

Nós também do SP Beta, não sabíamos quanto tempo é envolvido em montar uma empresa. Questões legais são extremamente importantes, e vale a pena gastar tempo e investir em bons conselhos legais.

A BLGF, escritório de advocacia, que há 8 oito trabalha com startups e empresas de internet, sabe muito bem o quanto é importante entender seus clientes, principalmente empreendedores de primeira viagem.

Batemos um papo com o Pedro Ramos e o Luis Felipe Baptista Luz, para entender melhor este meio judiciário, e também aproveitar e tirar nossas próprias dúvidas sobre este mundo.

Pedro conta que os três pontos mais frequentes de dúvidas entre as startups clientes são, tipo societário, propriedade intelectual e carga tributária – “A pergunta que mais observamos é como constituir a sociedade e depois de superada a dúvida, qual tipo societário escolher, se vai ser um micro empreendedor individual (MEI), uma limitada (LTDA) ou uma S/A. As pessoas muitas vezes não sabem quais são as diferenças entre estes tipos societários e qual o perfil sua startup se encaixa melhor”, diz Pedro.

Luis Felipe ainda acrescenta “A primeira pergunta é “Quanto custa uma assessoria jurídica?”, essa sim ouvimos toda vez, e a segunda é “Mas eu preciso gastar isto agora?” As pessoas têm muita dificuldade em acomodar os custos em fase de setup, em fase inicial, é um grande desafio para os fundadores destas empresas fazer um investimento em contabilidade, em organização jurídica, em documentos, porque precisam se preocupar com a operação. Este é um grande desafio, saber o mínimo que você fazer sem colocar em risco seu próprio projeto, e saber em que momento fazer isto, faz uma grande diferença entre as startups que têm sucesso e aquelas que acabam não tendo.”

E quando é o momento de investir em uma assessoria judiciária? “No power point.” – diz Luis Felipe. “É difícil alocar recursos financeiros desde o inicio de um projeto em assistência legal, mas isto tem que fazer do projeto, e não ser algo a parte”, ele acrescenta.

Os recursos financeiros de uma startup, muitas vezes vem do próprio bolso dos fundadores, e investir em advogados nem passa pela cabeça, mas tenha em mente que uma assessoria legal desde o início, torna seu projeto mais concreto e profissional.

A BLGF considera uma startup empresas que estão em seus seis meses de operações. Hoje eles atendem cerca de 15 startups.

Pedro e Luis Felipe contam que já tiveram empresas que apresentaram suas ideias em Power Point e mudaram totalmente a direção do projeto pois viram, depois de terem uma assistência desde o início, caso não mudassem, iriam ter problemas jurídicos futuros.

“Você ver um modelo de negócio, e falar “isto não dá para fazer” é muito fácil. O grande desafio de um advogado, principalmente um advogado que lida com startups, em um país de leis tão complexas, falar um “não” é muito fácil, agora falar um “sim” qualificado, é este o grande desafio, completa Pedro.

“O problema existe quando você tem  expectativas erradas, sócios que têm a expectativa de em 2 ou 3 anos ter o retorno sobre o investimento, e não é sempre assim que acontece. Esta modelagem jurídica inicial serve para isto, ajustar o modelo a outro tipo de penetração no mercado que não receita, viralização por exemplo”, comenta Luis Felipe.

A BLGF advogados é uma das patrocinadoras do SP Beta, e irá fornecer a 3 startups das 8 presentes no evento, duas mentorias a cada uma.

As 3 startups serão escolhidas por Pedro e Luis Felipe que estarão no dia 15/05 no Manifesto Bar para conversar com quem estiver por lá e quiser saber mais sobre o mercado jurídico de startups.