Entrevista com a “Menina do Vale”: Bel Pesce

Ela tem 24 anos e já passou por Google, Microsoft, batalhou uma vaga na MIT e foi bem sucedida. Bel Pesce, uma baita empreendedora que já recebeu muito não, aprendeu muito com os “nãos” mas isso não a impediu de correr atrás do sim, sempre!

Bel mostra que correr atrás vale a pena! Enfrentou um país de cultura diferente, sem conhecer ninguém, coisa que muito marmanjo por aí não enfretaria. A última empreitada da Bel é o livro “Menina do Vale”, onde conta suas experiências no Vale do Silicio, é gratuito!

Hoje a Bel é “passionate entrepreneur” na Lemon (como ela se descreve em seu perfil no Linkedin), ela conta um pouco da sua vida de empreendora pra gente.

Bora ler e aprender com esta grande pessoa!

- Como começou a sua trajetória empreendedora?

Eu sempre fui apaixonada por tecnologia e negócios. Desde pequenininha, eu adorava criar coisas. De montar e consertar computadores, a gravar e vender CDs a montar pulseiras customizadas e vendê-las em feiras de bijuterias a desenhar websites — fiz de tudo um pouco! Durante a faculdade, participei de uma competição de planos de negócios. Simplesmente amei trabalhar em equipes pequenas, mas com muito amor pelo que fazem. Adoro pensar que temos o potencial de mudar o mundo com os produtos que criamos.

- Engenharia é sempre um mundo onde a maioria são homens, como foi ser uma mulher na MIT?

O MIT aceita cerca de 1000 alunos por ano (somando todos os cursos). Desses, a distribuição é bem similar entre mulheres e homens, então o campus é bem balanceado. Mas, ainda assim, no curso de Engenharia, a maioria são homens. A minha experiência no MIT foi sensacional — eu tive oportunidades maravilhosas, tanto nos estudos quando na vida profissional. E tive a chance de participar de vários programas que incentivam mais mulheres a seguir carreira de engenheira, como o Anita Borg.

- Quais foram/ são os maiores desafios e dificuldades no Vale do Silício?

O Vale é um lugar fenomenal. Desde o primeiro dia que me mudei para cá, me apaixonei. A maior dificuldade é manter o foco com tantas coisas legais acontecendo por aqui! Mas nem tudo são rosas: ser bem sucedido no Vale é muito difícil, há muita competição. O Vale tem pessoas extremamente talentosas e ambiciosas.

- Como foi construir uma rede de relacionamentos em um país desconhecido?

Estudar no MIT era um grande sonho, mas era muito improvável. Quando esse sonho se tornou realidade, eu queria agarrar o mundo com as mãos. Então, como estava muito disposta a trabalhar e crescer mais e mais, a rede de relacionamentos acabou sendo criada naturalmente. Eu amo conhecer pessoas e amo aprender sobre seus projetos e suas trajetórias. Com isso, acabei conhecendo muita gente legal.

- Em quem você se inspira?

Eu acho muito importante ter em quem se inspirar. Acabei de lançar um livro sobre como o empreendedorismo pode mudar vidas, A Menina do Vale, e dedico um capítulo exatamente a essa pergunta. Me inspiro muito no Richard Branson e um dos meus grandes heróis é o Senna.

- Quais leituras recomenda?

Há muitas leituras que podem ajudar o empreendedor a aprender mais rapidamente. Algumas leituras que recomendo são: Lean Startup, Founders At Work, Venture Deals e Do More Faster. Leituras ajudam mas, claro, o empreendedor também precisa colocar a mão na massa. Faço um resumindo de algumas dessas leituras no meu livro também.

- Quais são seus planos futuros?

Tenho muitos planos para o futuro. A minha meta no momento é tocar vidas com novos produtos. Quando mais positivamente essa influência for, melhor!

- Se pudesse dar um conselho para quem está empreendendo, qual seria?

Não se desanime se algumas coisas não derem certo. Contanto que você aprenda com os erros, e aplique esses aprendizados para acelerar a sua empresa, você está no caminho certo.

- Quais apps vc utiliza para organizar o trabalho, vida pessoal ou até mesmo se divertir?

Não vivo sem o Evernote, Spotify e Viber. E, claro, Lemon! :-)

- Qual é a sua frase empreendedora?

Algo em que penso todo dia é que o maior risco é aceitar o ‘não’ como resposta, quando o ‘sim’ é uma possibilidade. Isso faz com que eu sempre tente o meu melhor.

Bônus! Pedro Sorrentino também conversou com a Bel quando eles se encontraram, depois de várias tentativas, no, obviamente, Vale do Silicio:

Hoje um startuper.Amanhã, um anjo – Fernando Okumura do Kekanto

Você: hoje um startuper.  Amanhã, um anjo

Não que a gente acredite em videntes, mas é certo que uma previsão de futuro é óbvia com relação ao SP Beta: alguns (poucos?) dos que virão no próximo dia 15/05 – com a esperança de conseguirem conhecer pessoas que farão suas ideias deslancharem – um dia poderão retornar para outras edições na condição de investidores.

Dá um orgulho danado quando isso acontece. É sinal que o objetivo do evento foi cumprido. O número de investidores-anjos que passaram por todos os desafios que muitos participantes do SP Beta encaram hoje tem crescido expressivamente. Para aqueles que estão antenados na mídia, devem ter ouvido falar de um nome: Fernando Okumura.

Preferimos contar uma trajetória de um empreendedor do que fazer aqueles posts com cara de manuais pré-prontos sobre como ter sucesso com sua ideia. Vamos lá!

Aos 34 anos, Fernando tem uma história – no mínimo – curiosa. Mal saiu do Ensino Médio e conquistou a tão concorrida vaga de Medicina na Universidade de São Paulo (USP) aos 17. Um sonho que, uma vez conquistado, poucos teriam coragem de abandonar. Ele teve. Não só largou o curso como também deixou o país rumo aos Estados Unidos.

Na terra do Tio Sam, Fernando formou-se pela Wharton School em 2001, no mais prestigiado curso de graduação em administração americano. Ainda na faculdade, foi recrutado por um dos mais tradicionais bancos de investimento do país, o JPMorgan em Nova Iorque, para onde seguiu logo após sua formatura. Dois anos depois, foi selecionado pela Stanford Graduate School of Business para cursar seu seleto programa de MBA, finalizando o mestrado em 2005. Foi então para a McKinsey & Co, onde trabalhou em Sydney,  Austrália.

Quando tudo parecia tranquilo, uma nova reviravolta: após 10 anos fora do país, Fernando retorna ao Brasil e torna-se empreendedor, fundando sua primeira empresa no setor de tecnologia verde para construção civil em 2007. Em 2010, Fernando vende sua participação nessa empresa e junta-se ao time fundador do ClickOn. Em 2011, surge uma nova oportunidade de desinvestimento, Fernando faz seu Exit do ClickOn e passa a dedicar-se integralmente ao Kekanto, atraindo investimentos da Accel Partners a Kaszek Ventures.

Tendo passando por dois desinvestimentos e três empreendimentos, Fernando passou a atuar pontualmente como Investidor Anjo. Hoje suas empresas investidas incluem a EccoSys.com.br – uma empresa de Cloud CRM e ERP –, e a Brilia.com – uma das empresas de tecnologia LED que mais cresce no Brasil.

Fernando ainda frequenta o curso de Direito na USP, onde estuda Propriedade Intelectual e CyberLaw. Ufa!

 

Conselhos (bons e de graça) de Fernando Okumura para o público de startupers do #spbeta:

Far better is it to dare mighty things, to win glorious triumphs, even though checkered by failure… than to rank with those poor spirits who neither enjoy nor suffer much, because they live in a gray twilight that knows not victory nor defeat

Theodore Roosevelt

Vai para cima!

Fernando Okumura

 

E você, já pensou em escrever sua trajetória? Escrever aqui nos comentários pode ser um bom começo!

 

 

“Não é trabalho, é vocação” – Juliano Martinez do Resolva.me

A dica é: empreenda e aprenda

O mercado de empreendedorismo no Brasil nunca esteve tão aquecido. Diariamente acontecem novas aquisições, novas startups são lançadas, eventos e propostas surgem e tudo isso fortalece e auxilia no desenvolvimento do mercado.

Ter uma boa ideia até pode ser fácil, mas ela só se tornará incrível mesmo se for executada. É aí que vem a parte mais complicada, pois muitos desistem ou não conseguem encontrar as pessoas certas para fazer acontecer.

Pois bem, já que acabamos de anunciar as 8 finalistas do SP Beta que estão em early stage, achamos interessante bater um papo com o pessoal do Resolva.me, rede de recomendações qualificada para serviços, para que eles pudessem deixar algumas dicas e também compartilhar as experiências, afinal eles ralaram muito para conquistar espaço no mercado.

A empresa surgiu como protótipo em meados de 2011, mas foi no final do ano que a startup começou a tomar forma de empresa e ganhou dedicação integral dos sócios fundadores. Em 2012, Pedro Sorrentino, Rodrigo Vitulli, Juliano Martinez e Edgard Zavarezzi anunciaram sociedade com o Buscapé Company, uma das maiores empresas de internet da América Latina.

O speaker da empresa foi o Juliano MArtinez. Enjoy!

Como foi o processo de criação da startup, quais foram as maiores dificuldades?

Como já pressupõe o nome, qualquer startup ainda está em processo de criação, portanto é muito difícil analisar de forma macro como foi/está sendo nosso processo de criação. Começamos praticamente como todas as Startups, com um ideal, que logo se transformou em uma ideia. A partir de então começaram os brainstorms de produto para deixar essa ideia ainda mais refinada e dar sentido ao objetivo.

Uma das primeiras dificuldades é encontrar as pessoas certas para juntar um time. Esse é um processo delicado, que envolve conhecimento teórico, prático, experiência profissional e principalmente compatibilidade de personalidade entre os participantes do possível time. No nosso caso, felizmente, foi bem simples: todos os sócios haviam tido experiências profissionais positivas com, pelo menos, um membro do grupo. O primeiro encontro, portanto, foi uma explosão de ideias em comum e empolgação em torno da empresa recém-nascida.

Depois desse processo, sem dúvida, conciliar o emprego com as atividades necessárias para a criação de um produto promissor é o maior desafio. São madrugadas em claro definindo modelo de negócio, formato do produto, layout, banco de dados, comunicação visual etc., etc.

Como foi a questão de um dos sócios estar fora do Brasil? Qual foi a rotina estabelecida para o andamento do projeto? Quais foram os passos para ir em busca de investidores? Quais foram as dificuldades?

Felizmente conseguimos contornar o fato de um dos sócios não residir no Brasil de forma muito positiva. Ao contrário do que possa parecer, isso trouxe ainda mais organização e rigor para os encontros quase diários no Skype e arquivos de edição compartilhada. Nos primeiros meses, os encontros presenciais entre os sócios, mesmo dos que residem em São Paulo, foram raros. Isso, de maneira nenhuma, impediu o andamento das atividades. Aliás, foi bem o contrário disso.

Quanto à rotina, nós estabelecemos reuniões semanais para o balanço das atividades. As reuniões tinham, em média, duas horas de duração. Paralelamente, e-mails e “skype calls” ocorriam quase que diariamente.

Sabíamos do potencial do nosso mercado e sabíamos que investidores procuravam oportunidades para explorá-lo no nível digital (algo que acontecia de forma superficial). Procuramos, então, possíveis investidores que já estavam estabelecidos no mercado brasileiro explorando outras frentes e também empresas estrangeiras que trilhavam um caminho parecido com o que almejamos. Muitas vezes já tínhamos contatos dentro dessas empresas. Em outras, fomos procurados por pessoas que se interessaram no projeto.

A principal dificuldade foi a falta de cultura do mercado brasileiro com as práticas comum de investimento que mercados como o norte-americano possuem. Pode parecer pretensão uma startup dizer algo sobre o mercado brasileiro, mas a realidade é que as empresas nacionais simplesmente estão engatinhando no que diz respeito a investimento em futuras grandes empresas. Felizmente, iniciativas como a do Buscapé, como Desafio “Sua Ideia Vale Um Milhão”, nos prova de que nem todas as empresas brasileiras pensam dessa forma.

Como foi a negociação com o BuscaPé? Como surgiu esta oportunidade e o que mudou desde então?

A negociação com o Buscapé aconteceu após o desafio Sua Ideia Vale Um Milhão. Fomos uma das empresas finalistas (dentre 800). Não levamos o prêmio na final, porém continuamos  conversas que resultaram em um acordo e, posteriormente, no aporte.

Com o Buscapé, temos o suporte de uma grande empresa, que, um dia, já foi uma startup, e que já percorreu o caminho das pedras. Isso é muito positivo. Além disso, contamos diariamente com os conselhos e sugestões de grandes profissionais do e-commerce no Brasil. Isso é mais valioso que o aporte, em muitos casos.

Quais dicas vocês dariam para quem está com a empresa já criada, mas ainda está em busca de investimentos?

Procurar por um investidor que agregue conhecimento, e não somente pensar no dinheiro. Não é dinheiro que faz um empresa, mas um bom produto, planejamento, feeling, bons contatos comerciais e relevância no mercado. Muitas vezes, somente um parceiro já relevante é que pode ajudar. Outra dica é: não priorize investimento em detrimento de produto. São etapas complementares e dissociadas. Tenha um produto mínimo no ar, para depois pensar em investidor.

Quais dicas vocês dariam para quem ainda está no plano das ideias?

Não ter receio de testar e tentar. Aprender e entender as principais práticas do mercado também é importante, mas o intuito é fazer o benchmark de quem já faz algo parecido e queimar os neurônios para melhorar. Juntar um grande time é sempre fundamental para refinar as ideias.

Na sua opinião, quais são os prós e contras de empreender?

O empreendedor DEVE ser movido por uma vontade muito grande em resolver problemas. Seja os próprios problemas ou de outras pessoas. Depois fazer disso um ideal. Quando essa regra é seguida à risca, os contras são praticamente anulados. Claro, ainda existem os riscos de um gasto dispendioso sem o retorno esperado de recursos financeiros, a possibilidade de a empresa não dar certo por qualquer motivo. Entretanto, o ponto é: se a empresa tem um propósito, é organizada em torno de uma ideia e há motivação entre os funcionários, a chance de dar certo é sempre maior.

A principal realização de um empreendedor é ver todo o esforço ser revertido em um produto ou serviço que realmente é importante. É ter a certeza de que as próprias convicções e o feeling de negócios é apurado e que você faz a diferença.

Qual a sua frase empreendedora?

“Não é trabalho, é vocação”

O que não pode faltar no dia-a-dia de uma startup?

Google Docs, DropBox, Skype e um quadro de Scrum (pode ser virtual) e, principalmente, comprometimento. Isso é essencial.

 O que os inspira a continuar empreendendo?

A ideia de que nossa empresa vai fazer a diferença e ajudar milhões de pessoas no mundo. Isso é muito motivador. Percorrer os passos de grandes empreendedores, Gates, Jobs, Bezos, Dell, Zuckerberg, também é muito motivador. Essas pessoas deram sua contribuição para fazer um mundo melhor, e, por conta de muito trabalho e esforço, atingiram status que lhes permitiram não se preocupar com dinheiro e outras coisas que preocupariam qualquer pessoa ao longo da vida profissional. Isso é inspirador. Ser reconhecido pelo trabalho, por algo que você mesmo criou, é inspirador.

Manguezal – a community of startups!

Texto por Antônio Inocêncio and Thiago Diniz

Manguezal - a community of startups! 

Nasce, no Recife, uma comunidade de startups batizada de “Manguez.al“. Aproveitando o nome do movimento cultural tão conhecido dessa cidade, o Manguebeat, que surgiu na década de 90 (uma mistura de ritmos regionais, como o maracatu, com rock e música eletrônica) esse grupo de empreendedores têm uma coisa em comum: vontade de fazer diferente.

Aqui, no “tech-mangue”, a mistura não é de ritmos, mas de cabeças, que fazem parte de empresas, e suas respectivas redes de contatos. São os, como disse o Fred04 (vocalista da banda Mundo Livre S/A) em seu manifesto pró-mangue, “Carangueijos com cérebro“. É nesse pensamento que nossas startups estão baseadas em Recife, mas distribuídas pelo mundo.  Leo Zeba, idealizador da comunidade, deixa bem claro que a idéia é conhecer os vários ecossistemas “quentes” além das nossas fronteiras e trazer essas experiências e network para o mangue, mostrando que também seremos protagonistas no cenário mundial. “Spread the word!”

Prova dessa “querência” são algumas de nossas startups que já têm algum destaque global ou nacional. Algumas elas:

Opará, dos empreendedores Gustavo Monteiro (@gfmonteiro) e Felipe Gabardo (@felipegabardo),  após terem sido finalistas do IBM SmartCamp foram para Dublin, onde estão participando da edição local da aceleradora européia “Startup Bootcamp”;

Ubee, do @andresferraz e demais sócios, após terem sido finalistas nacionais do Desafio Brasil FGV-Intel e acabaram de voltar do E-Bootcamp em Stanford. A empresa já está em negociação com fundos de investimento e em processo de negociação para rodarem o seu piloto;

BidCorp, de Ricardo Salazar, projeto incubado no CAIS do Porto Digital, agora está de “mudança” para o Rio, onde participará do do segundo batch da aceleradora 21212;

LikeMe.dia do empreendedor Thiago Leite (@thiagomtleite), que participará como palestrante do evento Social Media Brasil;

Eventick (@dinizz) teve o início da sua promissora história em uma outra startup há dois anos, SeuTicket, finalista regional do Desafio Brasil FGV-Intel e outras competições. Hoje, o Eventick se destacando como plataforma de gestão de eventos.

Dr. Busca, de Bartolomeu Cavalcanti e Raphael Barros, participou do programa do Governo chileno Startup Chile, já recebeu dois investimentos-anjo. Atualmente, além de contar com um sócio-celebridade de peso da área de saúde, o psiquiatra Jairo Bouer, a empresa esperar faturar R$ 3 milhões no corrente ano.

E o Sequaz de Leo Zeba que tem dado dor cabeça as celebridades com sua análise de seguidores no Twitter.

Essas são algumas das  World Class Startups que estão se formando em Recife. Para conhecer todas startups, acesse o http://manguez.al

Quem pode pode participar? Qualquer startup que boa parte de seu operacional ou desenvolvimento  seja ou tenha saído de Recife. E quem manda nomanguezal? ninguém  ”O MANGUEZAL não pertence a nenhuma empresa, não tem sede e não tem um dono ou responsável” avisa Zeba.

Essa ação, em conjunto com tantas outras iniciativas pioneiras em nossa cidade, como o Porto Digital, só fortalecerá o ecossistema local e aumentará a interação “Recife – Mundo”, principalmente, com os locais onde a grande parte do capital se encontra, como, por exemplo, São Paulo, New York e Dublin.

Stop talking and start making.

In English

This post was written by Antônio Inocêncio and Thiago Diniz

Manguezal - a community of startups! 

A community of startups is raising in Recife. It is called Manguez.al, named after a very famous cultural movement known as Manguebeat which emerged in the 90′s. This cultural movement came up with the mix of regional rhythms, such as maracatu, with rock or electronic music and what those artists have in common with this group of entrepreneurs is one simple thing: the will to make things happen.
Now, this startups’ movement mixture doesn’t involves music but brains that, together, run the companies. When the Manguebeat was taking form, Fred 04, one of the founders, wrote a manifesto “Carangueijos com cérebro” (Crabs with brains) making an allusion to the natural environment that Recife was built, the mangrove. Sharing the same thought, Leo Zeba setup a bunch os startups who want to bring expertise by importing from other communities or valleys around the world.
Just for example, take note of some of our startups that are distributed around the world:
Opará: the entrepreneurs Gustavo Monteiro (@gfmonteiro) and Felipe Gabardo (@felipegabardo), after being finalists at the IBM SmartCamp – Brazil, were selected to participate of the business acceleration program “Startup Bootcamp”, at Dublin;
Ubee: André Ferraz (@andresferraz) and his partners were finalists of the “Desafio Brasil Intel 2011″ and just got back from Stanford program E-Bootcamp. The company is already negotiating with some VC Funds and clients;
BidCorp: Ricardo Salazar is one of the partners and were incubated at the Porto Digital’s hackery, Cais do Porto. Nowadays, they’re moving to Rio de Janeiro to participate at the acceleration program at 21212.
LikeMe.dia: Thiago Leite (@thiagomtleite) has already some clients and is gonna be one of the speakers in the most important events in the social media area, the Social Media Brasil;
Eventick: Thiago Diniz (@dinizz) and his partners started two years ago with the project “SeuTicket”. After pivoting, they became Eventick and have already been used for 350 event organizers and producers from many places in Brazil.
Dr. Busca: Bartolomeu Cavalcanti and Raphael Barros started at Recife, went to Chile (Startup Chile Program) and, now, are based at São Paulo. They’ve already raised some angel’s investments and are expecting a R$ 3 million revenue in 2012.
Sequaz: Leo Zeba’s startup has already put some celebrities in embarrassing situations with his analytics tool for Twitter.
This are just few examples, you can read more in http://manguez.al. Who can participate? any startups which its product or service is MOSTLY CODED IN RECIFE. ”The MANGUEZAL belongs to no company, doesn’t even have a building. It has no owner or responsible” warns Zeba, the creator.

Stop talking, start making.

Conheça as 8 seleciondas para o SP Beta

Escolher apenas 8 de 170 startups inscritas no SP Beta, realmente não foi fácil. Principalmente porque não estamos falando apenas de uma ideia ou de um negócio, estamos lidando com sonhos e anseios de diversas pessoas que estão trabalhando duro para apresentar suas soluções ao mercado.

Mas, como o SP Beta é serious business, escolhemos aquelas que mais se encaixaram nos critérios de avaliação estabelecidos: Escalabilidade, Potencial de crescimento, Modelo de negócio, Criatividade, Paixão dos fundadores e Tração Inicial do Protótipo.

Sendo assim, temos o prazer de anunciar que as escolhidas são:

atrians.com

bannerfacil.com

(Um produto da Ocapi.com.br)

crossfy.com

digitaltour.com.br

meuspedidos.com.br

reunii.com

soumii.com.br

unbound.com.br

As 8 startups terão uma mesa bistrô para apresentar seu produto em um laptop, com direito a apresentação de material de comunicação, como folheto, pequeno banner ou display/monitores de computador para colocar em sua mesa.

O SP Beta oferecerá diversos serviços para as startups selecionadas, entre eles:
- Ficha de poker no valor de R$100,00 em midia na boo-box.
- A Baptista Luz advogados, selecionará 3 startups que receberão mentorias jurídicas.
- A Ideiasnet também selecionará 3 startups que receberão mentorias de investimentos.
- As 8 startups receberão uma mochila personalizada do SP Beta cada, fornecidas pela FIAP, que já vem recheadas de conteúdo:
- Livros e filmes sobre empreender fornecidos pela Tree Labs
- Voucher de 20 horas para utilizarem o espaço de co-working My Job Space
- Canecas do Survey Monkey
- Travesseiro da UOL
- Participação no programa Microsoft Bispark (Benefícios como Azure e licenças Office).
- Participação da Rede de Mentores Global da Grow.VC.

“Pilote seu negócio como uma equipe de fórmula 1.” Everson Lopes da Ideiasnet

Batemos um papo excelente com Everson Lopes, managing director da Ideiasnet, querendo saber suas opiniões sobre o futuro do mercado de startups brasileiro.

Everson é empreendedor nato e vai estar presente no #Timeismoney Lounge para conversar com os empreendedores no SP Beta.

Vale a pena ler os conselhos que Everson conta abaixo e se preparar para uma conversa presencial com ele no evento.

O que é a Ideiasnet?

Ideiasnet é uma empresa de investimentos em tecnologia pioneira no brasil, com operações desde 1999 já investiu em empresas como Braspag, Moip, Ciashop, Padtec, Spring Wireless, entre outras. Hoje conta com um portfólio de empresas que somam aproximadamente R$ 1,5 bilhoes em receita. Busca novos investimentos de Early Seria A a Growth capital em empresas de internet, mobile e software.

Na sua opinião qual a diferença entre o mercado de startups dos Estados Unidos e Brasil?

Inúmeras, a começar pelo montante de capital de risco disponível, em segundo a cultura colaborativa e “open source” entre os empreendedores e terceiro o drive do ecossistema para criação de companhias com potencial global.

Há muitos outros, esses são alguns pilares.

Acredito que em um curto espaco de tempo nosso mercado vai evoluir bastante nesses três pontos e com isso levar nossa industria, que ainda é nova, para outro patamar.

O que você já viu de surpreendente no mercado brasileiro?

Pequenas operações, com distribuição e milhares de clientes globais é algo que sempre que encontro, me surpreende positivamente.

O mundo não tem barreiras, não faz sentido pensar só local.

Negativamente é a falta de compromisso de algumas empresas em fazer incentivos de longo prazo como stock options plan uma realidade.

A cultura do prêmio de risco tem que ser levada a sério e é fundamental para migração de talentos para o ambiente empreendedor.

Qual é o maior erro que um empreendedor pode cometer em um pitch?

Subestimar o mercado que esta prestes a entrar.

Como será o mercado brasileiro em 5 anos?

De três a quatro vezes maior do que e hoje, com uma nova geração de empreendedores que são pessoas sendo formadas pelas startups de hoje criando seus proprios negocios. Com uma ou duas empresas globais. Algum histórico de empresas brasileiras com IPO na NASDAQ.

Vivek Wadhwa comenta em sua coluna para o Washington Post que o próximo Zuckerberg poderá vir do Brasil. Você concorda?

Sim, o mundo virou de cabeça para baixo. O hemisfério sul está no foco, veja o Brasi, Índia e China. O hemisfério norte não é mais soberano e não tem crescimento. O que mais acho interessante É que as chances do “Zuckeberg Brasileiro” vir de outros setores como mobile, bioinformática, entre outras áreas são imensas.

Qual seu conselho para quem está em fase Beta?

Crie meios para seu consumidor mostrar o que ele quer, ouça e aplique no seu negócio. Ouça os dados, sempre.

Pilote seu negócio como uma equipe de fórmula 1. Acompanhe seu carro durante a corrida, com olho nas métricas, a cada curva e a cada volta.

 Como será a mentoria da IdeiasNet as 3 startups escolhidas no SP Beta?

Os empreendedores terão acesso direto comigo e com Michael Nicklas e nossa equipe em São Paulo e no Rio para auxiliá-los no que precisarem de ajuda no modelo de negócios, estruturação financeira, distribuição do produto, até no posicionamento da empresa e estratégia de funding.

O que você espera ver no SP  Beta?

Tomar uma cerveja com os novos e futuros rockstars de nossa industria, alem de rever muita gente interessante em um ambiente descontraido e alto astral.

União de quem faz acontecer

Você é do tipo que não se conforma fácil com as coisas, não aceita as imposições feitas pela sociedade, luta contra o status quo, está indo em busca dos seus sonhos e quer proporcionar boas experiências às pessoas? Então, você e nós do SP Beta temos algo em comum, mas sabe quem mais combina conosco? A Nathalie Trutmannm, diretora de Inovação da FIAP.

Além de ser embaixadora da Singularity University no Brasil e todo ano trazer o executive program pela FIAP, ela também é proprietária do “Brasil 20: Ajudando a inspirar empreendedores aspirantes”, uma plataforma de inspiração para ajudar a conectar e espalhar o espírito criativo e empreendedor brasileiro por meio de histórias pessoais, a fim de tentar capturar a energia e visão do setor no Brasil.

Diversos empreendedores já compartilharam suas histórias no Brasil 20, entre eles: Eduardo Fleury – Rede*Mobi, Felipe Matos – Startup Farm, Jonny Ken – Migre.me, Pedro Sorrentino – Resolva.me, Luiz Piovesana – Empreendemia, Flavio Pripas – Fashion.me, entre outros. A cada história lida, mais a inspiração vem. Nós inclusive já questionamos nossos leitores para saber de onde vem a inspiração na hora de empreender. De onde vem a sua?

Não podemos deixar de agradecer o apoio da FIAP ao nosso evento, fornecendo 12 mochilas que serão sorteadas durante o evento e estarão recheadas de brindes.

E se você se inspirou com o assunto, não deixe de acompanhar o Brasil 20 no Twitter e no Facebook também.

Microsoft Bizspark

Então você tem uma startup, mas está com dificuldades de encontrar softwares, bem como suporte com a parte de tecnologia? Já ouviu falar do Microsoft Bizspark?

Pois bem, o Microsoft BizSpark é o maior programa de apoio a empreendedorismo do País, beneficiando atualmente mais de 1,8 mil startups somente no Brasil. O programa é gratuito e oferece software, suporte técnico, treinamento, visibilidade e oportunidades de negócios com clientes e parceiros Microsoft.

Qualquer startup com até três anos de experiência pode participar, independente da plataforma adotada para desenvolvimento, e a ferramenta auxiliará a alavancar a startup no momento em que ela mais precisa de apoio.

Segundo Silvia Valadares, manager of Microsoft Innovation Centers at Brazil, a empresa enxerga no País um mercado promissor de startups e contribui com apoio e patrocínio aos eventos do setor, a fim de incentivar o amadurecimento dos empreendedores e atrair a atenção de futuros talentos. A Microsoft quer cultivar um relacionamento de longo prazo com as startups, auxiliando-as na geração de negócios.

É importante lembrar que as 8 startups que farão suas apresentações no SP Beta entrarão para o programa do BizSpark. Gostou? Então não deixe de acessar.

Eventos para ir ao menos uma vez na vida

Montar um negócio não é fácil e estar conectado às pessoas certas é mais difícil ainda. Uma das formas mais comuns de se fazer networking é frequentando eventos. Foi pensando nisso que decidimos fazer este post, afinal, há eventos internacionais muito importantes e que todo empreendedor ou profissional de Internet deveria ir ao menos uma mês na vida.

Aproveitamos o tema para conversar com o Pedro Sorrentino (Co-founder do Resolva.me, Business Developer na Sendgrid e um dos produtores do SP Beta), afinal ele já participou de alguns eventos que citaremos mais a frente. Vale a pena tomar nota de algumas dicas que ele dá e que inclusive estão no Manual de Networking que produzimos.

Citamos abaixo, três deles que entendemos ser os principais:

Internet Week New York
Acontece em Nova York desde 2008. Eles proporcionam uma grande celebração do mundo da Internet com grandes nomes da área e curtem o conceito de crowdsourcing. Acreditam que a força do coletivo pode mudar a sua ideia. O evento é aberto a todos, portanto, não perca tempo e corra, porque a edição 2012 acontece em maio.

SXSW  
A sigla se refere ao South by South West Music Conference and Festival, evento realizado em Austin no Texas e dura nove dias. O objetivo do evento é ser uma ferramenta para pessoas criativas e para as empresas que elas trabalham a fim de desenvolverem suas carreiras, afinal, lá são compartilhadas diversas idéias.

Tech Crunch Disrupt
Você já ouviu falar do Tech Crunch, famoso blog sobre startups e tecnologia? Pois bem, o Tech Crunch Disrupt faz parte do grupo e é um dos eventos mais agitados e importantes sobre startups que existem. Ficou curioso? Aproveita que ainda dá tempo. A edição 2012 acontecerá no mês de maio em NY.

E aí, ficou com vontade? Então inscreva-se e não deixe de acompanhar as valiosas dicas do Pedro Sorrentino.

- Esteja nestes eventos, pois neles você viverá o que há de mais atual no mercado, além disso, terá a oportunidade de em poucos dias se conectar com muitas pessoas estratégicas. Ao invés de guardar dinheiro para uma pós-graduação, prefira viajar o mundo indo a eventos do seu mercado. Realmente faz uma diferença.

- Se você for aos eventos, não deixe de ter muita energia. Faça uma apresentação de quem você é e do que faz em inglês (menos de 30 segundos) e dê aquela bela ensaiada. Tenha coragem e muita cara de pau. Ah! Não esqueça o cartão de visitas.

- Vá com uma agenda programada e procure se conectar com as pessoas que quer conhecer antes de chegar ao evento. Há ferramentas sociais para descobrir quem vai estar e onde. Abuse delas. Importante também é não lotar a agenda e deixar um espaço para o inesperado.

- Nas conversas, evite falar apenas você ou monopolizar as pessoas na hora.

- Frequente eventos e lugares fora da sua indústria. Este é um dos diferenciais competitivos que você pode ter e essa troca é fundamental.

Por fim…

“Acho que é importante mesmo as pessoas entenderem que todos e informações estão muito mais acessíveis hoje do que há alguns anos. Tire férias e vá para um evento tem a ver com a sua carreira (caso a sua empresa não possa pagar a sua viagem). Isso vale muito a pena mesmo. Procure não ficar apenas nas palestras e tente conhecer e conversar com o maior número de pessoas. Vá preparado para dormir pouco e ralar muito. Lembre-se todos nós podemos pegar um avião e simplesmente ir ou nos programar financeiramente para tanto. Faça isso por você!” Pedro Sorrentino

Quando uma startup precisa de um advogado?


Muitos empreendedores quando começam seus negócios, não imaginam quantos detalhes existem em documentações, contratos, como fazer uma empresa sair do papel e não ter problemas judiciais futuros.

Nós também do SP Beta, não sabíamos quanto tempo é envolvido em montar uma empresa. Questões legais são extremamente importantes, e vale a pena gastar tempo e investir em bons conselhos legais.

A BLGF, escritório de advocacia, que há 8 oito trabalha com startups e empresas de internet, sabe muito bem o quanto é importante entender seus clientes, principalmente empreendedores de primeira viagem.

Batemos um papo com o Pedro Ramos e o Luis Felipe Baptista Luz, para entender melhor este meio judiciário, e também aproveitar e tirar nossas próprias dúvidas sobre este mundo.

Pedro conta que os três pontos mais frequentes de dúvidas entre as startups clientes são, tipo societário, propriedade intelectual e carga tributária – “A pergunta que mais observamos é como constituir a sociedade e depois de superada a dúvida, qual tipo societário escolher, se vai ser um micro empreendedor individual (MEI), uma limitada (LTDA) ou uma S/A. As pessoas muitas vezes não sabem quais são as diferenças entre estes tipos societários e qual o perfil sua startup se encaixa melhor”, diz Pedro.

Luis Felipe ainda acrescenta “A primeira pergunta é “Quanto custa uma assessoria jurídica?”, essa sim ouvimos toda vez, e a segunda é “Mas eu preciso gastar isto agora?” As pessoas têm muita dificuldade em acomodar os custos em fase de setup, em fase inicial, é um grande desafio para os fundadores destas empresas fazer um investimento em contabilidade, em organização jurídica, em documentos, porque precisam se preocupar com a operação. Este é um grande desafio, saber o mínimo que você fazer sem colocar em risco seu próprio projeto, e saber em que momento fazer isto, faz uma grande diferença entre as startups que têm sucesso e aquelas que acabam não tendo.”

E quando é o momento de investir em uma assessoria judiciária? “No power point.” – diz Luis Felipe. “É difícil alocar recursos financeiros desde o inicio de um projeto em assistência legal, mas isto tem que fazer do projeto, e não ser algo a parte”, ele acrescenta.

Os recursos financeiros de uma startup, muitas vezes vem do próprio bolso dos fundadores, e investir em advogados nem passa pela cabeça, mas tenha em mente que uma assessoria legal desde o início, torna seu projeto mais concreto e profissional.

A BLGF considera uma startup empresas que estão em seus seis meses de operações. Hoje eles atendem cerca de 15 startups.

Pedro e Luis Felipe contam que já tiveram empresas que apresentaram suas ideias em Power Point e mudaram totalmente a direção do projeto pois viram, depois de terem uma assistência desde o início, caso não mudassem, iriam ter problemas jurídicos futuros.

“Você ver um modelo de negócio, e falar “isto não dá para fazer” é muito fácil. O grande desafio de um advogado, principalmente um advogado que lida com startups, em um país de leis tão complexas, falar um “não” é muito fácil, agora falar um “sim” qualificado, é este o grande desafio, completa Pedro.

“O problema existe quando você tem  expectativas erradas, sócios que têm a expectativa de em 2 ou 3 anos ter o retorno sobre o investimento, e não é sempre assim que acontece. Esta modelagem jurídica inicial serve para isto, ajustar o modelo a outro tipo de penetração no mercado que não receita, viralização por exemplo”, comenta Luis Felipe.

A BLGF advogados é uma das patrocinadoras do SP Beta, e irá fornecer a 3 startups das 8 presentes no evento, duas mentorias a cada uma.

As 3 startups serão escolhidas por Pedro e Luis Felipe que estarão no dia 15/05 no Manifesto Bar para conversar com quem estiver por lá e quiser saber mais sobre o mercado jurídico de startups.